Mauá inicia entregas de UBSs revitalizadas a partir desta quinta-feira
UBS Paranavaí será a primeira no cronograma; outras três unidades deverão ser reinauguradas ainda em setembro
A Prefeitura de Mauá inicia, nesta quinta-feira (17), sua
nova fase de entregas de obras de revitalização nas UBSs (Unidades Básicas de
Saúde) da cidade. A primeira entrega será a UBS Paranavaí, que passou por
requalificação completa dos ambientes, com intervenções voltadas à melhoria do
atendimento, da acessibilidade, da segurança e do conforto dos pacientes, além
da qualificação das condições de trabalho das equipes. O cronograma prevê as
entregas de outras três unidades ainda em setembro: Flórida, Oratório e Zaíra
3.
Segundo o Paço mauaense, o conjunto de obras foi realizado
sem a necessidade de interrupção dos atendimentos à população e amplia política
de recuperação e qualificação da infraestrutura da saúde. O trabalho começou em
2021, ainda no primeiro mandato do prefeito Marcelo Oliveira (PT), quando foram
revitalizadas as UBSs Macuco, Kennedy, Zaíra 1, Carlina e Magini. Também foram
realizadas a reforma da UBS Santista, a ampliação da UBS Parque São Vicente e a
reconstrução completa da UBS São João, que se tornou uma das referências da
rede municipal.
Durante a atual gestão, o planejamento inclui intervenções
em outras dez unidades básicas de saúde. A primeira dessa nova etapa foi a
Santa Lídia, reinaugurada no fim de junho. Com as quatro a serem entregues
neste mês, o programa avançará posteriormente para as UBSs Zaíra 2, Vila Assis,
Parque das Américas, Jardim Mauá e Primavera. Os serviços contam com uma
parceria junto ao governo federal. Outra unidade que deve receber melhorias é a
do Feital, fruto de emenda parlamentar. As intervenções, porém, serão menores.
Além das revitalizações das unidades existentes, Mauá também
deverá ter a rede de UBSs ampliada. As obras de construção da 24ª UBS do
município, no Jardim Elizabeth, foram iniciadas recentemente e representam a
expansão da capacidade de atendimento da Atenção Primária.
“Estamos demonstrando que a modernização da rede não foi uma
ação isolada, e sim um trabalho permanente. Temos unidades com características
diferentes, mas, em todas elas, buscamos o mesmo resultado, ou seja, oferecer
espaços dignos, acessíveis, seguros e humanizados para a população e para os
profissionais da saúde”, afirmou o prefeito.
O processo de qualificação da infraestrutura, porém, não se
limita aos equipamentos da Atenção Primária. Em março, após seis meses de
obras, a Prefeitura reinaugurou a UPA Magini, maior unidade de pronto-atendimento
da rede municipal. O equipamento recebeu instalações modernizadas para o
atendimento de urgência e emergência e foi reaberto dois meses antes do prazo
inicialmente previsto.
No mesmo dia da reabertura da unidade, que funciona 24
horas, a administração municipal iniciou as obras de reforma da UPA Vila Assis
– processo que deve ser concluído na segunda quinzena de outubro. As duas
outras unidades de pronto-atendimento da cidade (Zaíra e Barão) também estão
incluídas no planejamento de requalificação da área de urgência e emergência.
O plano de modernização contempla ainda intervenções no
Hospital de Clínicas Dr. Radamés Nardini e ampliação da estrutura de
atendimento com as construções, já iniciadas, de policlínica na Vila Assis
Brasil e da quinta UPA do município, no bairro Santa Lídia.
Para Eliene de Paula Pinto, secretária municipal de Saúde, a
transformação dos equipamentos objetiva garantir que a melhoria da estrutura
física esteja diretamente associada à qualidade do atendimento prestado à
população. “Trata-se de qualificar o lugar onde as pessoas são recebidas e
cuidadas todos os dias. Quem procura um serviço de saúde muitas vezes já chega
fragilizado ou preocupado. Por isso, o ambiente também precisa fazer parte do
cuidado. Queremos que o cidadão encontre uma unidade organizada, acessível,
confortável e acolhedora, e que os profissionais tenham condições adequadas
para desenvolver seu trabalho”, ressalta.
Ainda segundo Eliene, a modernização também representa
mudança na forma de pensar os equipamentos públicos de saúde, os quais precisam
acompanhar as necessidades da população e oferecer ambientes capazes de acolher
diferentes perfis de usuários. “Não estamos olhando apenas para a estrutura
física. Pensamos em fluxo, acessibilidade, humanização, tecnologia e melhores
condições para as equipes. Cada intervenção é planejada para que o usuário
tenha uma experiência melhor e para que o profissional possa trabalhar com mais
segurança e qualidade”, acrescenta a secretária.




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