O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de
Mauá (Sindserv Mauá) deu mais um passo importante na defesa da Educação
pública e dos trabalhadores municipais. Após ingressar com uma Ação Civil
Pública para contestar o processo de terceirização anunciado pela Prefeitura, o
sindicato recebeu, nesta terça-feira (4), decisão judicial que determina que a
Prefeitura, o Ministério Público e a própria entidade sindical se manifestem,
em até 30 dias, sobre pontos considerados essenciais para o andamento do processo.
A medida foi motivada pela publicação de um edital prevendo
a terceirização inicial de serviços em três unidades escolares, abrangendo
funções hoje desempenhadas por servidores da Educação, como merendeiras,
auxiliares de Educação Infantil (ADI’s), auxiliares de apoio à Educação
Inclusiva (AAEI’s), auxiliares de apoio operacional e administrativos.
Desde o início das discussões, o Sindserv buscou
diálogo com o governo municipal e chegou a se reunir com o secretário de
Educação, Gilmar Silvério, que apresentou justificativas relacionadas à
urgência de demandas da rede. Em 20 de julho, o sindicato convocou
servidores da Educação para uma reunião na Chácara dos Servidores, onde foram
prestadas orientações jurídicas. Mesmo após essas conversas, a Prefeitura
manteve a intenção de avançar com a terceirização, levando o sindicato a
recorrer ao campo jurídico.
Na decisão mais recente, o juiz responsável pelo caso
determinou que a administração municipal apresente informações fundamentais
para análise da ação, como: Quantidade de servidores atualmente nos cargos de
merendeira, auxiliar de Educação Infantil e manutenção escolar; Número de
trabalhadores que poderão ser atingidos pela terceirização; Existência de
concursos públicos vigentes, cadastro de reserva ou cargos vagos nessas
funções.
Segundo o magistrado, esses dados são indispensáveis para
avaliar os impactos da medida e analisar o pedido de suspensão do edital. O
Ministério Público também deverá se manifestar antes da próxima etapa do
processo.
Paralelamente às medidas judiciais,
o Sindserv havia preparado um cronograma de mobilização, incluindo a
divulgação de uma carta aberta à população e a possibilidade de paralisação da
categoria. Com o avanço da discussão para a esfera judicial, a direção decidiu
suspender temporariamente essas ações, concentrando esforços no acompanhamento
da Ação Civil Pública.
A presidenta do sindicato, Maralisa Dias, destacou. “Nossa
prioridade sempre foi proteger os servidores e defender uma Educação pública de
qualidade. A decisão da Justiça representa um avanço importante, porque obriga
a Prefeitura a apresentar informações que até então não estavam claras. Vamos
acompanhar cada etapa do processo e continuaremos firmes na defesa dos direitos
dos trabalhadores e contra qualquer medida que represente precarização do
serviço público”.
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