Existe algo a comemorar?

Por Portal Opinião Pública 30/07/2026 - 12:48 hs
Foto: Divulgação

Por Osmar Santos

Comerciante

Na última semana, comemoramos nacionalmente o Dia do Comerciante, data importante para homenagear todos os profissionais que atuam em uma área fundamental para a economia do país. Aqui em Mauá, onde estima-se a existência de aproximadamente 50 mil estabelecimentos ativos, realizamos uma Sessão Solene para celebrar a data e mostrar a união do setor.

Contudo, não é de hoje que muitos comerciantes vêm demonstrando preocupações com as dificuldades cada vez maiores que atravessamos ultimamente, devido a certas conjunturas.

Uma de nossas maiores preocupações está relacionada aos gastos com diversas taxas e impostos, que muitas vezes sufocam o empreendedor. Em Mauá, por exemplo, temos a cobrança da Taxa de Fiscalização de Anúncios (TFA), que varia conforme o tipo de comércio e de anúncio veiculado pela cidade. O imposto é cobrado baseado no Fator Monetário Padrão (FMP) do município.

O grande problema é que pouco se fala sobre os valores arrecadados junto aos comerciantes e qual a destinação destes recursos, ao mesmo tempo que essa taxa sempre passa por reajustes.

Todos sabem que o investimento em publicidade é essencial para o sucesso de qualquer comércio, pois como diz o jargão popular, “a propaganda é a alma do negócio”. Se um empreendedor não dá a devida atenção a isso, torna-se impossível chamar a atenção de possíveis clientes e fazer com que seus negócios prosperem.

Entretanto, quando se torna necessário pagar cada vez mais impostos, além dos nossos gastos ordinários, precisamos ver para onde esse investimento está indo. E é daí que surgem perguntas como: para onde vai esse dinheiro?; de que forma ele é reinvestido?; quais benefícios ele traz para a classe?; como ela ajuda no desenvolvimento comercial da cidade?; entre outras questões.

O fato é que queremos mais informações do Poder Público em relação ao que fazem com o dinheiro de nossos impostos e de que forma ele tem beneficiado nossa sociedade e a economia que ajudamos a fomentar. É um direito nosso, como cidadãos e como empreendedores. Transparência é fundamental e não podemos abrir mão dela.