Rômulo Fernandes: 8 de março é dia de luta, compromisso e ação no combate ao feminicídio
O 8 de março, Dia Internacional das Mulheres, não pode ser
tratado apenas como uma data de celebração com flores e homenagens
protocolares. É, antes de tudo, um marco histórico de luta e reivindicação de
direitos. Em um país que ainda convive com índices alarmantes de violência de
gênero, a data se impõe como momento de posicionamento político,
responsabilidade institucional e reflexão coletiva.
Os números evidenciam a gravidade da realidade enfrentada
pelas mulheres. O Estado de São Paulo lidera os registros de feminicídio no
Brasil, com 221 casos em 2023, segundo dados da Secretaria de Segurança
Pública. No mesmo período, mais de 60 mil mulheres foram vítimas de lesão
corporal dolosa. São vidas interrompidas, famílias marcadas pela violência e um
sistema que ainda precisa avançar na proteção e prevenção.
É nesse contexto que o deputado estadual Rômulo Fernandes
(PT) reafirma que o 8 de março deve ser encarado como um chamado à ação. O
enfrentamento ao feminicídio exige políticas públicas estruturantes e
compromisso efetivo do Estado. Por isso, seu mandato tem apresentado propostas
concretas na Assembleia Legislativa de São Paulo voltadas à proteção e à
autonomia das mulheres.
Entre elas está o Projeto de Lei que garante isenção da taxa
de inscrição em concursos públicos, processos seletivos e exames estaduais para
mulheres em situação de violência doméstica. A iniciativa reconhece que a
violência também impõe barreiras econômicas e busca ampliar oportunidades de
independência financeira — passo essencial para romper o ciclo de agressões.
Outro projeto de destaque é o PL 11417/2024, que autoriza a
criação do Programa de Crédito Habitacional para Vítimas de Violência Doméstica
no Estado de São Paulo. A proposta prevê condições especiais de financiamento,
subsídios, flexibilização documental e acompanhamento jurídico, social e
psicológico, assegurando moradia digna como instrumento de proteção e
reconstrução de vidas.
Para Rômulo Fernandes, o 8 de março não é apenas uma data
simbólica. É um momento de reafirmar o compromisso com a vida das mulheres,
fortalecer a rede de proteção e avançar na construção de leis que garantam
segurança, autonomia e dignidade. Enquanto houver violência, a luta seguirá
sendo prioridade permanente do mandato.




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